Maximizar o rácio função/custo do empreendimento.
Entregar o mesmo desempenho, ou superior, com menor investimento e menor custo de ciclo de vida.

A Otimização Técnica é uma metodologia sistemática de maximização do rácio função/custo de um empreendimento, entregar o mesmo desempenho, ou superior, com menor custo de investimento e de ciclo de vida.
Não se confunde com corte de custos. A função e a qualidade mantêm-se ou melhoram. O que se elimina é apenas o custo que não gera valor.
Na A400, esta prática não é um exercício isolado de folha de cálculo. É uma consequência direta do modelo full-service integrado. Estruturas, MEP, Sustentabilidade e Gestão BIM trabalham na mesma equipa, o que permite arbitrar trade-offs entre especialidades que um conjunto de gabinetes independentes não consegue capturar:
Estas decisões só surgem quando as especialidades pensam em conjunto e desde cedo, algo que só é possível com uma abordagem verdadeiramente integrada.

O rigor da Otimização Técnica na A400 assenta em três alicerces próprios:
1. Modelo BIM nativo desde 2014
O nosso modelo BIM nativo fornece quantidades fiáveis em tempo real, permitindo comparar cenários de solução com precisão ao nível do custo por m², por sistema e por especialidade. A ferramenta interna BIM2BOQ associa a cada cenário a respetiva pegada de CO₂, e o FEM (cálculo de lajes) suporta a otimização estrutural ao nível do elemento. A decisão deixa de ser qualitativa e passa a ser mensurável.
2. Custo lido em ciclo de vida, não apenas em CAPEX
A solução mais barata na construção raramente é a mais eficiente em operação e energia. A cultura Green by Default e a condição de LEED Residential Provider colocam o custo de exploração, o consumo energético e a certificação dentro da mesma equação de otimização. Este enquadramento distingue a A400 de quem lê apenas o preço de empreitada.
3. Intervenção no momento certo
A janela de maior impacto é a fase de conceito, onde as decisões de sistema condicionam a maior parcela do custo final. Em pré-obra, a otimização reconcilia o orçamento-alvo do promotor com as propostas de empreitada. O momento define o retorno.
A Otimização Técnica não é uma promessa, é um resultado que aparece em fatura e em CO₂ evitado.
| Projeto | Poupança | Impacto Ambiental |
| The Oitavos Hotel | €1,4M | 2.600 t CO₂ evitadas |
| Intercontinental Cascais | €700k | — |
| EXEO Lumina | €2M | — |
| NOVA Business School | €2M | — |
Cada euro que não gera valor num projeto é um euro que se pode devolver ao empreendimento sob a forma de qualidade, sustentabilidade ou rentabilidade.
É essa a matemática que trabalhamos na A400.
Mais valor. Menos custo sem função. O mesmo desempenho, ou superior. Decisões medidas, não estimadas.
Partimos do orçamento-alvo, dos requisitos funcionais e dos objetivos do empreendimento para identificar os sistemas e elementos com maior peso no custo final. Definimos onde a otimização técnico-económica tem mais retorno e em que fase deve atuar, concentrando o esforço nas decisões que realmente condicionam o investimento.
Comparamos cenários de solução com quantidades extraídas do modelo BIM em tempo real, ao nível do custo por m², por sistema e por especialidade. A ferramenta BIM2BOQ associa a cada cenário a respetiva pegada de CO₂, o que permite escolher com base em custo e impacto ambiental, e não apenas em estimativas.
Arbitramos trade-offs entre estruturas, MEP, envolvente e sustentabilidade dentro da mesma equipa: rever a malha de pilares para simplificar fundações, ajustar a envolvente para reduzir a potência instalada ou aumentar um vão para libertar traçados. São ganhos de value engineering que só aparecem quando as especialidades decidem em conjunto.
Avaliamos cada alternativa em custo de ciclo de vida, somando ao investimento inicial a energia, a manutenção e os requisitos de certificação. Em pré-obra, reconciliamos o orçamento-alvo do promotor com as propostas de empreitada, garantindo que a redução de custos de construção não compromete função, qualidade nem desempenho futuro.